EUROPEU DE SUB 21...VAI MORRER SOLTEIRA?

Sem honra nem glória, a selecção portuguesa de futebol de sub 21, saiu do E
uropeu de que somos anfitriões. Não caiu o Carmo nem a Trindade, mas é positivo que se tirem as devidas ilações. Porque há responsáveis, é importante que sejam chamados a prestar contas aos portugueses que mais uma vez se entregaram de corpo e alma à sel
ecção.Penso que não é o momento mais oportuno atendendo à preparação da selecção A para o Mundial, mas a seguir, será quase obrigatório fazer o duplo balanço destas participações. No tocante à operação Alemanha, é o patamar máximo do futebol e no que diz respeito ao Europeu, porque se trata do último degrau dos escalões de formação dos futuros representantes do futebol português ao mais alto nível.
Saltou à vista ao mais distraido, que o grupo de trabalho devia ter sido definido com mais tempo para recuperar fisicamente alguns jogadores. A “panelinha “ à volta dos escolhidos para o Mundial e para o Europeu, além de ridícula só serviu para criar "macaquinhos"na cabeça de alguns jogadores e anticorpos nos responsáveis técnicos. A “peixeirada" entre Scolari e Agostinho Oliveira nem num país do Terceiro Mundo é admissível. Ficou claro, que a ligação entre os resp
onsáveis das selecções é tudo menos saudável. O caso do guarda redes Bruno Vale para além de infeliz no campo ainda foi vitima da falta de coordenação das equipas médicas, ou será que o mandaram para Évora para conhecer o templo de Diana? É um bom exemplo. O Futebol Clube do Porto já protestou e tem alguma razão. Scolari também tem culpas no cartório, lavar as mãos não chega porque de Pilatos está o futebol cheio. No tocante à competição, o entrar com demasiada confiança e alguma sobranceria pareceu-me ter
sido uma das grandes falhas da equipa portuguesa. Um apuramento totalmente vitorioso criou alguns complexos de superioridade, que o futebol quando chega à relva costuma fazer pagar caro, faltou trabalho de balneário.O grupo de Portugal só por falta de conhecimento poderia ser considerado fácil.
A França já trabalha há muito tempo com sucesso o imenso potencial futebolístico africano e o termos jogado na abertura do torneio com os Gauleses também não ajudou mu
ito. Depois um grande banho de bola no primeiro tempo, os nossos jovens viram que não eram assim tão superiores como julgavam. Contra a Sérvia e Montenegro da velha e boa escola Jugoslávia já jogamos em de
sespero e consequente falta de discernimento. Frente à Alemanha esperamos mais uma vez por um milagre que desta vez não apareceu.O João Moutinho fez o único golo português, salvou minimamente a honra do convento e também mandou mais cedo os germânicos para casa.
Agora,não adianta chorar. Com firmeza devem ser colocados os pontos nos iis. Responsabilizar quem de direito e serenamente ver o que esteve menos bem. De momento, é particularmente urgente trabalhar a recuperação psíquica destes jovens futebolistas, que por aquilo que vimos no final do jogo com a Alemanha, não devem estar a passar por um bom momento.

















