sexta-feira, dezembro 29, 2006

SEM MOTIVOS PARA RECORDAR


2006 caminha para o fim e que todos os santinhos o guiem para bem longe, porque não deixa saudades. No virar da página seis do calendário do século vinte e um, urge questionar quem somos e principalmente o que procuramos. Guerras, violência, fome, atropelos aos mais elementares direitos humanos, crimes compõem a ementa informativa que quotidianamente digeridos com uma normalidade assustadora. Participantes de uma sociedade cada vez mais materialista onde os ricos são-o cada vez mais e o número dos pobres cresce exponencialmente, a fraternidade e a solidariedade valem menos do que nada. No mínimo, o nosso futuro colectivo é preocupante.
Por cá, neste ainda relativamente pacato rectângulo do Sul da Europa de enormes recursos muito mal aproveitados, lá vamos cantando e rindo com dizia a canção do antigamente. Com politiquice a mais e pouca politica séria, da agora capital do império Bruxelas aguardamos com "o credo na boca" as doutas decisões dos tecnocratas da economia. Politicamente o governo de maioria socialista sem oposição credível, tem ultrapassado com alguma facilidade os problemas que lhe surge, contribuindo para isso a sintonia quase perfeita com o este ano eleito presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva. A economia cresce a passo de caracol, o encerramento de empresas e consequente desemprego é o pão-nosso de cada dia e os portugueses já não têm dúvidas, vão continuara apertar o cinto.
No desporto, salvaram-se atletas, técnicos e no caso das modalidades com bola … essa mesmo…a redondinha. O quarto lugar no Mundial de Futebol da Alemanha é honroso para Portugal. O Benfica foi longe e saiu pela porta grande da Liga dos Campeões, diante do campeão Barcelona. O Porto está lá este ano já passou à segunda fase. O Benfica e o Braga também estão na Europa mas da Taça UEFA. A nível individual, Deco, Ricardo Carvalho, Cristiano Ronaldo, José Mourinho, Manuel José, Francis Obikwelu e Vanessa Fernandes entre outros destacaram-se no plano internacional. De resto, uma vergonha. O futebol a nível de dirigentes, credibilidade e organização, bateu no fundo. São os apitos dourados, os dopings, os erros de secretaria, o desce de divisão hoje e o sobe amanhã, as fugas ao fisco, enfim um sem número de questões marginais que têm atirado para a sarjeta o desporto português, em particular o futebol. Por tudo isto, “estrelinha que te guie para bem longe 2006”.
Se Deus quiser, 2007 vai ser melhor.

quarta-feira, dezembro 20, 2006


NOTAS MUITO SOLTAS


Sorte diferente para as equipas portuguesas na liga europeia de futebol. Curiosamente, o Sporting que até começou muito bem a campanha com um triunfo categórico diante do poderoso Inter de Milão, derrapou na parte final do apuramento e em casa na decisão do tudo ou nada para pelo menos entrar na Taça UEFA, foi surpreendido pelo mais do que acessível Spartak de Moscovo. O Benfica, com a tremendamente difícil obrigação de vencer o Manchester em Old Trafford ainda sonhou com o portentoso golo de Nelson, mas mostrou não ter pedal para o Ronaldo e companhia. Os encarnados asseguraram a presença internacional através da Taça UEFA. Por último o Porto, que diante do poderoso Arsenal foi a única equipa a querer vencer num jogo em que a igualdade servia perfeitamente os dois emblemas, não teve a qualidade e emoção desejadas. O nulo final tem sabor a injustiça, principalmente para Quaresma que só a sua conta viu duas bolas beijarem o poste. Quis o sorteio que José Mourinho volte a visitar o estádio do Dragão.
Na outra competição da UEFA, o Benfica mede forças com um velho conhecido de leste o Dínamo de Bucareste e o Braga depois do competente triunfo diante do Grasshopers saiu-lhe o credenciado Parma de Itália.
A nível caseiro já estamos nas incompreensíveis férias de Natal futebolístico com o Porto folgadamente campeão de Inverno. Falta concluir o Benfica – Belenenses de acerto do calendário, para se ver se os encarnados encurtam a distância para os rivais mais directos.
Pela negativa, voltam a fazer títulos e destaques de abertura personalidades ligadas ao futebol e não só. A ex. Profissional da noite Carolina Salgado e durante algum tempo companheira do presidente do F.C. do Porto, aparece agora com grande protagonista do caso “apito dourado”. Escreveu um livro, parece saber muito mas só agora resolveu abrir a boca. Terá sido por estratégia ou por lhe começar a faltar aquilo com que se compram os melões? Vida dificil. O presidente do Benfica Luis Filipe Vieira é suspeito de irregularidades na transferência de Mantorras do Alverca para o Benfica, parece ter-se evaporado muito dinheiro. Outro presidente, o da Académica de Coimbra está na mira do departamento de investigação e acção penal. José Eduardo Simões é acusado de crimes de corrupção e tráfico de influências para empresários ligados à construção civil, quando integrou o pelouro de urbanismo da Câmara Municipal da cidade do Mondego.
O “apito dourado” tem agora a dirigi-lo com plenos poderes “a mulher forte” da justiça portuguesa Maria José Morgado.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

BREVES DA SEMANA

Abrimos com excelentes noticias que nos chegam de Moscovo, onde o judo português esteve em grande. Ana Cachola em -72Kg e Telma Monteiro -52kg conseguiram medalhas de ouro nos campeonatos da Europa. Sem dúvida dois enormes êxitos que creditam esta modalidade como uma das mais promissoras do desporto português.
Título também, de melhor futebolista do planeta para o italiano Fábio Canavarro que esta época deixou a Juventus para ingressar nos galácticos do Real Madrid. O central capitão da Itália campeã do Mundo, junta-se a Beckenbauer os únicos defesas distinguidos pelo France Football em 51 edições promovidas por aquele prestigiado Jornal francês. Eusébio em 1965 e Figo em 2000 também mereceram essa consagração.
Por cá, Porto, Sporting e Benfica venceram pela diferença mínima e cumpriram as suas obrigações na décima primeira jornada da Liga Portuguesa de Futebol, que o Setúbal e o Braga encerraram na passada segunda-feira à noite no Bonfim. Os minhotos também pela diferença de um golo ultrapassaram a sempre difícil deslocação além Tejo e isolaram-se na terceira posição atrás dos dragões e dos leões. De regreso à casa Helder Postiga reencontrou-se com os golos e já lidera a lista dos melhores marcadores. A semana futebolística é marcada pela preparação dois derbies citadinos e porque não nacionais: o Sporting-Benfica sexta-feira e o Porto – Boavista sábado. Duas partidas antecipadas com o objectivo de dilatar a preparação dos chamados três grandes para os confrontos, Porto-Arsenal, Sporting-Spartak de Moscovo e Manchester-Benfica. Partidas, de grande importância desportiva e financeira.
Nesta resenha desportiva que proponho semanal, referência naturalmente breve para José Veiga que pode arriscar prisão preventiva se não pagar a caução exigida pela justiça e para a visita ao presidente da Liga de Clubes Hirminio Loureiro, dos presidente e vice-presidente do Benfica Filipe Vieira e Sílvio Cervantes. Foram fazer a entrega de um dossier de possíveis irregularidades verificadas no futebol português no âmbito do processo "Apito Dourado".
Gilberto Madaíl vai recandidatar-se à presidência da federação portuguesa de futebol. O acto eleitoral está marcado para o dia 6 de Janeiro do próximo ano e o actual titular do cargo já fez saber que se for eleito vai manter Luis Filipe Scolari à frente da selecção nacional de futebol.
No fecho desta breve síntese, a comemoração dos 99 anos do Leixões Sport Clube. As cerimónias oficiais abriram com uma sessão solene nos Paços do Conselho, onde as entidades oficiais avançaram de imediato com a preparação dos festejos comemorativos do primeiro centenário da popular colectividade de Matosinhos.

terça-feira, novembro 28, 2006

INSUPERÁVEL … NA ÁREA

Foi dos executantes mais eficazes que eu vi no futebol. Goleador por excelência, movimentava-se com oportunismo arrastando consigo os opositores abrindo verdadeiras avenidas para a finalização dos companheiros. Conhecedor profundo de todos os espaços da “BOX” como dizem os ingleses, dominava com elegância o jogo aéreo e finalizava com os dois pés. Refiro-me ao futebolista Fernando Gomes que no passado dia 22 de Novembro completou meio século de vida.
Produto das escolas de formação do Futebol Clube do Porto, foi figura marcante do emblema das Antas e do futebol nacional dos finais da década de setenta até ao princípio dos anos noventa. Trezentos e dezoito golos marcados, duas botas de ouro de melhor marcador europeu em 82/83 e 84/85, seis bolas de prata, cinco títulos nacionais, três taças de Portugal, duas supertaças, uma taça dos campeões europeus, uma supertaça europeia e uma taça intercontinental, atestam de forma eloquente o currículo campeão de Fernando Gomes, só comparável com o de Eusébio. A camisola das quinas vestiu-a por sessenta e sete vezes em AA, esperanças e juniores.
Futebolista motivador de paixões, aos dezassete anos vestiu pela primeira vez a camisola principal do clube da sua vida, frente à CUF na já longínqua tarde do dia 8 de Setembro de 1974 e o guarda-redes Conhé foi a primeira vítima da jovem promessa goleadora. No mesmo “barco” com Pedroto e o actual presidente portista, Pinto da Costa em 79 /80 no chamado “Verão Quente Portista” que os afastou do Clube, transferiu-se para os espanhóis do Gijón. Cinco golos na estreia frente ao Oviedo, prometeram uma carreira grandiosa que não se concretizou. Lesões graves no tendão de Aquiles impediram a afirmação total em Espanha e o possível salto para outros clubes de maior projecção. O regresso do Bibota só podia ser às Antas de onde só saiu nove épocas mais tarde dispensado pela equipa técnica e de relações tensas com Pinto da Costa. Um acto de indisciplina ocorrido no Funchal antes do jogo com o Marítimo, é uma história que deixou e ainda motiva algumas interrogações nos adeptos do Dragão. O capitão Gomes não teria sido provocado? Os técnicos Artur Jorge e Octávio, não ficaram muito bem no retrato de familia. Certo é que rumou para Alvalade onde durante duas temporadas, foi bem recebido e em defesa de outro emblema voltou a mostrar todo o potencial de futebolista de eleição e fechar de forma exemplar a carreira de goleador de alto nível. Tem vivido um pouco à margem do futebol, mas o regresso ao clube do coração ainda não foi posto de parte, é objectivo que não esconde. O mundo dá muitas voltas e só Deus sabe o dia de amanhã. Afinal, é ainda um jovem ... só festejou 50 anos…

Parabéns, Fernando.

sexta-feira, novembro 24, 2006

CADA TIRO, CADA MELRO

Pois é, são muitos e grandes os passarões que voam e bicam o futebol português. Como diz o meu amigo Paulo Fernando no pontapé na bola lusitano, há cada vez mais pássaros, passarinhos, passarões, aves de arribação e cucos. Verdadeiros abutres arribaram só Deus sabe como, não para o dirigirem com seriedade e competência, mas para se servirem de uma modalidade desportiva que por enquanto, os vai promovendo a Esmo. Por isso, não surpreende que com uma frequência quase diária venham à praça pública casos de corrupção, burlas, negócios ilícitos tendo sempre como denominador comum o “vil metal." São os apitos dourados, os quinhentinhos, os Guímaros, os Calheiros, os Vale Azevedo e agora os Veigas a fazerem com que os amantes do já saudoso futebol- do por amor à camisola- digam alto e com firmeza … Basta, desapareçam, vão para o Inferno.
Neste contexto, por tabela, o Benfica vê-se atingido através de dois dirigentes da "era moderna" Os tempos mudaram no clube dos encarnados da segunda circular. Homens que presidiram aos destinos do emblema da Águia, alguns já na Terra da Verdade e que eu tive o prazer de conhecer como Borges Coutinho e João Santos por exemplo, devem sentir-se envergonhados e revoltados pela degradação moral que se infiltrou e mina, a enorme instituição que eles ajudaram a erguer bem alto.
Quer me parecer, que o “caso Veiga “que eu aqui refiro de raspão vai agravar as já tensas relações entre o Benfica e o Sporting. Recordam-se, há pouco tempo, José Veiga era um zeloso e vibrante presidente da casa do Futebol Clube do Porto no Luxemburgo. O destino às vezes é muito cruel…

quinta-feira, novembro 16, 2006

O FUTEBOL PRECISA DE CHÁ



A polémica está de novo instalada no futebol português. Desta feita, envolve duas grandes figuras do mais alto patamar mundial. Carlos Queiroz e Luiz Felipe Scolari com o jovem prodígio Cristiano Ronaldo no epicentro deste sismo, num país onde os abalos a envolverem gente da bola, são quase diários.
Queiroz, possivelmente a mando do patrão mais chegado o Sir Fergusson, veio de terras de Sua Majestade tentar convencer Scolari a não expor o mais do que tudo de Old Trafford às possíveis caneladas dos toscos jogadores do Cazaquistão. Missão fracassada, o brasileiro, fez ouvidos de mercador e ainda por cima disse das boas. Penso que ambos fizeram o seu papel, os clubes investem fortunas e fazem os possíveis para os preservar os seus profissionais mesmo que seja para servirem o emblema dos seus países. Por sua vez, os seleccionadores mesmo diante de adversários modestos querem dispor dos melhores. No caso vertente, Portugal com o apuramento para o Europeu complicado não podia facilitar. Até aqui tudo bem só que o final desta “ estória “ que devia terminar de forma elevada, teve um final que não lembra ao diabo. O Sargentão não gostou da visita, puxou das divisas e disse a plenos pulmões que Queiroz veio mostrar serviço aos dirigentes e adeptos do Manchester. Esteve em Portugal a cuidar da imagem e a preparar o regresso à selecção.
Tal como aconteceu com o Agostinho Oliveira, o agora muito nervoso e menos seguro Felipão voltou a não ficar bem na fotografia das boas maneiras. Esqueceu-se que Carlos Queiroz é provavelmente o melhor ou um dos mais prestigiados treinadores de formação, com dois títulos mundiais de Sub 21 e muitos europeus noutros escalões jovens.
Senhor Scolari não havia "nexexidade" desse excesso de linguagem para com um colega de profissão que já fez muito pelo futebol português. Por certo desconhece que a maioria dos jogadores que agora trabalham às suas ordens passou-lhe pelas mãos. Assim, por mais vezes que apareça na televisão a fazer apelos à união e ao chefe de familia exemplar, nem eu nem os meus vizinhos vamos ser seus fãs.

quinta-feira, novembro 02, 2006

De Luva Branca



Na passada semana, o futebol português viveu uma série de comportamentos que em nada contribuiram para o pacificar e muito menos o credibilizar no País e fora dele. A propósito do Porto-Benfica começaram bem cedo pasme-se, no fecho da jornada anterior, as suspeitas, os comentários e as acusações de péssimo gosto e não menos leviandade. Dirigentes de comportamento cívico duvidoso e pouca estatura moral, abriram mais uma vez a boca para lançar atoardas sobre um derby apaixonante, que sempre foi vivido intensamente e não necessita para ser belo e empolgante, do contributo de alguns “paraquedistas” que andam a servir-se do futebol para serem conhecidos e satisfazerem vaidades pessoais
Desta vez, também os treinadores quiseram deitar achas na fogueira. De forma surpreendente por todos os motivos e até pelo passado recente, Fernando Santos foi infeliz nas afirmações do final do Benfica – Estrela da Amadora.Tome nota engenheiro, a atitude do Miccoli é de incorrecção, o segundo cartão amarelo é bem mostrado.
A resposta a esses senhores, foi dada nas quatro linhas do estádio do dragão pelos jogadores e pela equipa de arbitragem. Triunfou o mais afortunado num jogo que teve golos, emoção, nacos de bom futebol, disciplina e respeito. Pareceu-me acidental a lesão do Anderson. O grego Katsouranis não teve intenção de magoar o jovem genial brasileiro. Dragões e Águias com os adeptos incluídos, deram bofetada de luva branca a alguns senhores que andam a mais no futebol.
O Leixões – Guimarães, protagonizou outro clássico do futebol português. No estádio do mar só não estiveram bem, as claques dos dois emblemas. Também aqui, os artistas tiveram motivos para calçar...a luva.

sexta-feira, outubro 13, 2006

TREINADOR, VIDA DIFICIL.


Ninguém tem dúvidas. Treinador de futebol é das profissões mais expostas, desgastantes e se quiserem de elevado grau de precaridade. Hoje endeusado, amanhã contestado pelas esquinas por um qualquer adepto, está à mercê da bola que bate na barra ou do jogador que mete o pé à bola de forma desajeitada. Depender da conjugação de desempenhos fisicos e mentais de um grupo de atletas, torna ainda mais difícil a vida de um técnico de futebol.
Vem esta introdução a propósito do comportamento diametralmente oposto das nossas selecções concretamente dos sub 21 e da equipa principal. Em Vila Nova de Gaia frente à Rússia, os comandados de José Couceiro contornaram de forma brilhante o resultado desfavorável de 4-1 do primeiro jogo em Moscovo. Poucos acreditavam na reviravolta, o discurso optimista de Couceiro nos dias que antecederam o encontro, provocou troça e muitos sorrisos amarelos. Pois é, o grupo de trabalho não se deixou impressionar acreditou e os nossos jovens talentos com Moutinho, Organista e Veloso à cabeça, dignos sucessores de Ronaldo, Nani, Tiago e outros, conseguiram o bilhete para a fase final do Europeu do próximo Verão. Por acréscimo, José Couceiro numa semana passou de ….. , a Bestial.
Em Chorzow os nossos principais com uma primeira parte miserável estiveram muito perto da goleada. Sem” lei nem roque” nas quatro linhas foram completamente atropelados pela esquadra de Leste, comandada caso curioso por Eusébio Smolarek. Homenagem de seu pai, grande futebolista internacional, polaco ao "nosso Pantera Negra" de que foi contemporâneo e por diversas vezes adversário.
A procissão do apuramento para o Euro 2008 de que, recorde-se, somos vice campeões ainda vai no adro. Mas, a preocupante exibição diante da Polónia e o não pontuar pode fazer-nos regressar à máquina calculadora, na hora de fazer contas. Scolari, tantas vezes quase elevado a herói nacional, fez vir de novo a terreiro os seus inúmeros inimigos de estimação.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Nova época com pecados velhos.


Estamos no degrau três da temporada futebolística de 2006/007 e não se perspectivam sinais de entendimento e paz para o futebol português, antes pelo contrário. Perde-se no tempo um começo de época tão agitado.
O caso Mateus continua a dar pano para mangas, com o Gil Vicente a fazer braço de ferro, à Federação, à Liga e à UEFA. Não sei onde isto vai parar, mas como diz o ditado, sobra quase sempre para o “mexilhão.” Sr. Fiuzza, de imediato e devido à suspensão de toda a activdade são as camadas jovens do emblema de Barcelos quem paga as favas. Segue-se, o já quase eterno “ apito dourado”. Ainda sem fim à vista cresce de dia para dia na praça pública a suspeição carregada de coscuvilhice, com todo o mal-estar e desconfiança que isso provoca nos agentes desportivos, principalmente nos que estão directamente ligados ao fenómeno, como é o sector da arbitragem. Será que no futebol português já alguém acredita em alguém? Ainda na última jornada no estádio do Algarve, o Leixões goleou o Portimonense por 4-1, dizem todas as crónicas que não há a mínima mácula no triunfo dos matosinhenses, que até estiveram a perder. Pois o presidente dos algarvios, veio dizer que de véspera, foi alertado por um telefonema anónimo de que a sua equipa ia perder, o resultado já estava feito, inclusivé denunciou o caso à Policia Judiciária. Sinceramente não há pachorra para tanto despudor… que falta de personalidade e desportivismo deste senhor João Sintra, assim se chama o “freguês”, oportunista ou "chico esperto"? O Portimonense em tarde não, até podia ter apanhado meia dúzia.
Em Alvalade a propósito da arbitragem do Sporting-Paços de Ferreira, choveram raios e coriscos. João Ferreira validou o toque com o braço de Roni para o fundo da baliza de Ricardo. Por certo o árbitro internacional de Setúbal não viu a irregularidade, de resto aquela baliza está fadada para a polémica. Recordam-se por certo na última temporada, da grande defesa que o Ricardo fez, ao tirar a bola seguramente mais de um metro para lá da linha de golo. Sem querer tirar a razão aos dirigentes do Sporting, as situações e os casos devem ser analisados e expostos com o mesmo peso e a mesma medida.
Já quase me esquecia, que os campeonatos portugueses também têm bons lances de futebol e golos. À terceira jornada um miúdo brasileiro de dezoito anos Anderson, joga no Porto, é a principal figura neste dealbar da Liga Portuguesa. O Barcelona e o Chelsea, já andam de olho nele. Os Dragões lideram isolados os Campeonato e o grande goleador Mário Jardel está de volta aos golos para bem do futebol espectáculo. Estão de parabéns o Beira-mar e o seu técnico que para já ganharam a aposta e principalmente o cidadão Mário Jardel de Almeida Ribeiro.

domingo, julho 30, 2006

Um Verão desportivo igual aos outros


Propositadamente não escrevo nesta minha página há alguns dias. Olho à volta, leio os jornais, oiço a rádio e vejo a televisão e não vislumbro motivos de cariz desportivo que me motivem interesse. Infelizmente noutras áreas bem mais importantes para o dia a dia de todos nós, há-os de sobra. A propósito, quando será que o Homem ganha juízo? Israel, Líbano, América e outros, tenham vergonha.
Voltando à relva onde já há bolinha mas em fase de experiências e acerto de planteis, nos bastidores continua a dança das transferências com a máxima de Pimenta Machado “ o que é verdade hoje amanhã é mentira” cada vez mais actual. O folhetim Simão Sabrosa, ilustra bem.
Em alta esteve o Sporting no algarvio torneio do Guadiana ao vencer o Benfica e o Desportivo da Corunha. Os leões podem fazer uma boa época têm gente jovem de qualidade e a aquisição do experiente Carlos Paredes foi cirúrgica. No mesmo triangular o Benfica esteve mal e tem de dar à perna porque a eliminatória de acesso à Liga dos Campeões está à porta.
O Porto regressou do estágio na Holanda, com as mesmas virtudes e defeitos. Mais pobre porque deixou sair Benny McCarthy e Hugo Almeida e não colmatou essas baixas. O amigável Porto – Roma que acabei de ver, reforça tudo o que acabei de dizer sobre os campeões nacionais. Os Dragões vão mostrar as mesmas virtudes e os mesmos defeitos da época passada. Os outros emblemas com mais ou menos endividamento lá vão levando a água ao moinho, falta saber até quando.
De resto continua “ a bagunça “ nos órgãos de decisão do futebol português, de que é exemplo o casam Mateus.
Para o fim deixei a nota mais saborosa. A vitória de Emmanuel Silva, bicampeão europeu de sub 23 em K1. Foi em Atenas na Grécia, onde a canoagem portuguesa de novo em boas águas, está a ter excelente prestação. O "Puto" de Merelim, é sem dúvida o sucessor de José Garcia. Curiosamente, o ex-campeão é o actual vice-presidente da Federação. Brevemente voltaremos a falar de Kayaks, Pagaias e Canoístas.

quarta-feira, julho 19, 2006

DESPORTO NO PAÍS DO FAZ DE CONTA



Confesso que pela primeira vez que me sinto completamente alheado e pouco ansioso em relação à nova época do futebol português. A dança das transferências, os reforços das equipas e o nervoso miudinho relativo às expectativas da nova temporada, têm – me passado ao lado. Já dei comigo a pensar se este distanciamento não é motivado pelos muitos futebóis do Mundial que vi durante o último mês. Sinceramente não me pareceu ser essa a razão. Será a facilidade de acesso via TV, aos outros campeonatos mais ricos e naturalmente mais competitivos que me está a fazer perder essa paixão? Depois de muito meditar, descobri que o meu desencanto, tem a ver com as muitas situações confusas e pouco dignificantes, que em todos os finais de época entram no nosso futebol como faca quente em manteiga.
O caso Mateus começou a fazer correr tinta logo após as decisões dos campeonatos e já originou o corte de relações entre os azuis de Belém e os de Barcelos. Perante tanta inoperância dos órgãos jurídicos da Federação e da Liga de Clubes ainda ninguém sabe quem fica ou quem baixa de divisão e a preparação das equipas já começou. Para os outros clubes é uma questão de pormenor, mas para as direcções dos emblemas em causa o problema complica-se atendendo às exigências dos planteis para cada um dos escalões. Não tenho capacidade para opinar sobre esta matéria e muito menos, de que lado está a razão. Só lamento a incapacidade de quem tem obrigação de julgar em tempo minimamente aceitável, ao que parece uma simples má inscrição. Ponham os olhos no Cálcio e na forma drástica como despromoveram clubes históricos, por corrupção e falsificação de resultados. A sentença só foi conhecida há dias porque a Squadra Azzurra estava a competir na Alemanha no Campeonato do Mundo que acabou por conquistar. Pergunto, se o caso”Apito Dourado fosse investigado e julgado em Itália, demoraria tanto tempo e ficaria assim? É por estas e por tantas outras situações estranhas, que o futebol português me desencanta cada vez mais.
Vai-me valendo o “Tour” e os relatos competentes dos meus amigos João Pedro Mendonça e o Marco Chagas todos os dias na RTPN. A propósito, sabiam que os organizadores da corrida de bicicletas mais importante do Planeta decidiram num piscar de olhos mandar para casa Jan Ulrich, Ivan Basso e mais algumas dezenas de corredores “top” por questões relacionadas com o doping?
Pois é, continuamos a ser um País de brandos costumes, onde depois de amanhã também é dia.