
2006 caminha para o fim e que todos os santinhos o guiem para bem longe, porque não deixa saudades. No virar da página seis do calendário do século vinte e um, urge questionar quem somos e principalmente o que procuramos. Guerras, violência, fome, atropelos aos mais elementares direitos humanos, crimes compõem a ementa informativa que quotidianamente digeridos com uma normalidade assustadora. Participantes de uma sociedade cada
vez mais materialista onde os ricos são-o cada vez mais e o número dos pobres cresce exponencialmente, a fraternidade e a solidariedade valem menos do que nada. No mínimo, o nosso futuro colectivo é preocupante.Por cá, neste ainda relativamente pacato rectângulo do Sul da Europa de enormes recursos muito mal aproveitados, lá vamos cantando e rindo com dizia a canção do antigamente. Com politiquice a mais e pouca politica séria, da agora capital do império Bruxelas aguardamos com "o credo na boca" as doutas decisões
dos tecnocratas da economia. Politicamente o governo de maioria socialista sem oposição credível, tem ultrapassado com alguma facilidade os problemas que lhe surge, contribuindo para isso a sintonia quase perfeita com o este ano eleito presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva. A economia cresce a passo de caracol, o encerramento de empresas e consequente desemprego é o pão-nosso de cada dia e os portugueses já não têm dúvidas, vão continuara apertar o cinto.No desporto, salvaram-se atletas, técnicos e no caso das modalidades com bola … essa mes
mo…a redondinha. O quarto lugar no Mundial de Futebol da Alemanha é honroso para Portugal. O Benfica foi longe e saiu pela porta grande da Liga dos Campeões, diante
do campeão Barcelona. O Porto está lá este ano já passou à segunda fase. O Benfica e o Braga também estão na Europa mas da Taça UEFA. A nível individual, Deco, Ricardo Carvalho, Cristiano Ronaldo, José Mourinho, Manuel José, Francis Obikwelu e Vanessa Fernandes entre outros destacaram-se no plano internacional. De resto, uma vergonha. O futebol a nível de dirigentes, credibilidade e organização, bateu no fundo. São os apitos dourados, os dopings, os erros de secretaria, o desce de divisão hoje e o sobe amanhã, as fugas ao fisco, enfim um sem número de questões marginais que têm atirado para a sarjeta o desporto português, em particular o futebol. Por tudo isto, “estrelinha que te guie para bem longe 2006”.Se Deus quiser, 2007 vai ser melhor.
















































