quinta-feira, novembro 16, 2006

O FUTEBOL PRECISA DE CHÁ



A polémica está de novo instalada no futebol português. Desta feita, envolve duas grandes figuras do mais alto patamar mundial. Carlos Queiroz e Luiz Felipe Scolari com o jovem prodígio Cristiano Ronaldo no epicentro deste sismo, num país onde os abalos a envolverem gente da bola, são quase diários.
Queiroz, possivelmente a mando do patrão mais chegado o Sir Fergusson, veio de terras de Sua Majestade tentar convencer Scolari a não expor o mais do que tudo de Old Trafford às possíveis caneladas dos toscos jogadores do Cazaquistão. Missão fracassada, o brasileiro, fez ouvidos de mercador e ainda por cima disse das boas. Penso que ambos fizeram o seu papel, os clubes investem fortunas e fazem os possíveis para os preservar os seus profissionais mesmo que seja para servirem o emblema dos seus países. Por sua vez, os seleccionadores mesmo diante de adversários modestos querem dispor dos melhores. No caso vertente, Portugal com o apuramento para o Europeu complicado não podia facilitar. Até aqui tudo bem só que o final desta “ estória “ que devia terminar de forma elevada, teve um final que não lembra ao diabo. O Sargentão não gostou da visita, puxou das divisas e disse a plenos pulmões que Queiroz veio mostrar serviço aos dirigentes e adeptos do Manchester. Esteve em Portugal a cuidar da imagem e a preparar o regresso à selecção.
Tal como aconteceu com o Agostinho Oliveira, o agora muito nervoso e menos seguro Felipão voltou a não ficar bem na fotografia das boas maneiras. Esqueceu-se que Carlos Queiroz é provavelmente o melhor ou um dos mais prestigiados treinadores de formação, com dois títulos mundiais de Sub 21 e muitos europeus noutros escalões jovens.
Senhor Scolari não havia "nexexidade" desse excesso de linguagem para com um colega de profissão que já fez muito pelo futebol português. Por certo desconhece que a maioria dos jogadores que agora trabalham às suas ordens passou-lhe pelas mãos. Assim, por mais vezes que apareça na televisão a fazer apelos à união e ao chefe de familia exemplar, nem eu nem os meus vizinhos vamos ser seus fãs.

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