O FUTEBOL PRECISA DE CHÁ

A polémica está de novo instalada no futebol português. Desta feita, envolve duas grandes figuras do mais alto patamar mundial. Carlos Queiroz
e Luiz Felipe Scolari com o jovem prodígio Cristiano Ronaldo no epicentro deste sismo, num país onde os abalos a envolverem gente da bola, são quase diários.Queiroz, possivelmente a mando do patrão mais chegado o Sir Fergusson, veio de terras de Sua Majestade tentar convencer Scolari a não expor o mais do que tudo de Old Trafford às possíveis caneladas dos toscos jogadores do Cazaquistão. Missão fracassada, o brasileiro, fez ouvidos de mercador e ainda por cima disse das boas. Penso que ambos fizeram o seu papel, os clubes investem fortunas e fazem os possíveis para os preservar os seus profissionais mesmo que seja para servirem o emblema dos seus países. Por sua vez, os seleccionadores mesmo diante de adversários modes
tos querem dispor dos melhores. No caso vertente, Portugal com o apurament
o para o Europeu complicado não podia facilitar. Até aqui tudo bem só que o final desta “ estória “ que devia terminar de forma elevada, teve um final que não lembra ao diabo. O Sargentão não gostou da visita, puxou das divisas e disse a plenos pulmões que Queiroz veio mostrar serviço aos dirigentes e adeptos do Manchester. Esteve em Portugal a cuidar da imagem e a preparar o regresso à selecção.Tal como aconteceu com o Agostinho Oliveira, o agora muito nervoso e menos seguro Felipão voltou a não ficar
bem na fotografia das boas maneiras. Esqueceu-se que Carlos Queiroz é provavelmente o melhor ou um dos mais prestigiados treinadores de formação, com dois títulos mundiais de Sub 21 e muitos europeus noutros escalões jovens.Senhor Scolari não havia "nexexidade" desse excesso de linguagem para com um colega de profissão que já fez muito pelo futebol português. Por certo desconhece que a maioria dos jogadores que agora trabalham às suas ordens passou-lhe pelas mãos. Assim, por mais vezes que apareça na televisão a fazer apelos à união e ao chefe de familia exemplar, nem eu nem os meus vizinhos vamos ser seus fãs.
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