quinta-feira, novembro 02, 2006

De Luva Branca



Na passada semana, o futebol português viveu uma série de comportamentos que em nada contribuiram para o pacificar e muito menos o credibilizar no País e fora dele. A propósito do Porto-Benfica começaram bem cedo pasme-se, no fecho da jornada anterior, as suspeitas, os comentários e as acusações de péssimo gosto e não menos leviandade. Dirigentes de comportamento cívico duvidoso e pouca estatura moral, abriram mais uma vez a boca para lançar atoardas sobre um derby apaixonante, que sempre foi vivido intensamente e não necessita para ser belo e empolgante, do contributo de alguns “paraquedistas” que andam a servir-se do futebol para serem conhecidos e satisfazerem vaidades pessoais
Desta vez, também os treinadores quiseram deitar achas na fogueira. De forma surpreendente por todos os motivos e até pelo passado recente, Fernando Santos foi infeliz nas afirmações do final do Benfica – Estrela da Amadora.Tome nota engenheiro, a atitude do Miccoli é de incorrecção, o segundo cartão amarelo é bem mostrado.
A resposta a esses senhores, foi dada nas quatro linhas do estádio do dragão pelos jogadores e pela equipa de arbitragem. Triunfou o mais afortunado num jogo que teve golos, emoção, nacos de bom futebol, disciplina e respeito. Pareceu-me acidental a lesão do Anderson. O grego Katsouranis não teve intenção de magoar o jovem genial brasileiro. Dragões e Águias com os adeptos incluídos, deram bofetada de luva branca a alguns senhores que andam a mais no futebol.
O Leixões – Guimarães, protagonizou outro clássico do futebol português. No estádio do mar só não estiveram bem, as claques dos dois emblemas. Também aqui, os artistas tiveram motivos para calçar...a luva.

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