sexta-feira, novembro 24, 2006

CADA TIRO, CADA MELRO

Pois é, são muitos e grandes os passarões que voam e bicam o futebol português. Como diz o meu amigo Paulo Fernando no pontapé na bola lusitano, há cada vez mais pássaros, passarinhos, passarões, aves de arribação e cucos. Verdadeiros abutres arribaram só Deus sabe como, não para o dirigirem com seriedade e competência, mas para se servirem de uma modalidade desportiva que por enquanto, os vai promovendo a Esmo. Por isso, não surpreende que com uma frequência quase diária venham à praça pública casos de corrupção, burlas, negócios ilícitos tendo sempre como denominador comum o “vil metal." São os apitos dourados, os quinhentinhos, os Guímaros, os Calheiros, os Vale Azevedo e agora os Veigas a fazerem com que os amantes do já saudoso futebol- do por amor à camisola- digam alto e com firmeza … Basta, desapareçam, vão para o Inferno.
Neste contexto, por tabela, o Benfica vê-se atingido através de dois dirigentes da "era moderna" Os tempos mudaram no clube dos encarnados da segunda circular. Homens que presidiram aos destinos do emblema da Águia, alguns já na Terra da Verdade e que eu tive o prazer de conhecer como Borges Coutinho e João Santos por exemplo, devem sentir-se envergonhados e revoltados pela degradação moral que se infiltrou e mina, a enorme instituição que eles ajudaram a erguer bem alto.
Quer me parecer, que o “caso Veiga “que eu aqui refiro de raspão vai agravar as já tensas relações entre o Benfica e o Sporting. Recordam-se, há pouco tempo, José Veiga era um zeloso e vibrante presidente da casa do Futebol Clube do Porto no Luxemburgo. O destino às vezes é muito cruel…