BOSINGWA

José Bosingwa da Silva, sem dúvida um dos valores mais seguros d
o futebol português.Nasceu há vinte e cinco anos em Kinshasa na República Democrática do Congo, mas foi em Seia distrito da Guarda que deu os primeiros pontapés na bola. Boavista, Freamunde emprestado pelo emblema de xadrez, regresso ao Bessa e por último a mudança para o Dragão é em síntese o percurso do actual titular do lado direito defensivo do Porto e da Selecção
. Com uma disponibilidade física impressionante, falta-lhe por vezes mais concentração na definição de acções do jogo. Numa fracção mínima de tempo é capaz (do 800 e do 0,8). Um pormenor ligeiro, que pode corrigir sem grande esforço.Mais grave parece-me ser a sua personalidade rebelde. Falta de humildade, alguma incontinência verbal e um discurso muito confuso, quando é abordado pelos jornalistas. O caso mais recente aconteceu após o jogo Estrela da Amadora – Porto. Contestar publicame
nte declarações do treinador não é correcto, nem inteligente, muito menos quando o “mister” tem razão. Ou será que o
colectivo portista foi profissional e sério nos cinco minutos finais do jogo. Por muito respeito e simpatia que me merecem, não reconheço aos Amadorenses capacidade futebolística para virarem um resultado de 0-2, para 2-2.Meu caro Bosingwa, quando se trabalha e pertence a um colectivo, para o bem e para o mal, as responsabilidades são sempre de todos. Tenho saudades do jovem africano – beirão, que eu vi chegar e crescer no covil das panteras. Humilde, ambicioso, sempre disponível, a deixar interrogações se iria ser “crack”a defesa a trinco ou a ala.