domingo, junho 29, 2008



Viena, Áustria cidade de cultura e arte 29 de Junho de 2008

Ao fim da tarde o velho mas sempre moderno e bem cuidado Prater ou se preferirem Ernst Happel vai dar a conhecer mais um punhado de campeões europeus de futebol. Se bem se recordam foi ali que o Porto de Artur Jorge, Madjer e companhia, conquistaram para o futebol português o mais ambicionado título europeu de futebol de clubes. Já lá vão mais de duas décadas.

Hoje, infelizmente sem portugueses mas com espanhóis directamente interessados, vamos assistir ao fecho de mais uma edição do europeu de futebol de selecções. Quase a jogar em casa com a geografia e a língua a seu favor os alemães preparam-se para deitar a mão a mais um título o quarto em nove participações. Os espanhóis mais modestos, só por uma vez no já longínquo ano de 64 conseguiram a vitória, já agora para que conste diante da então URSS, agora Rússia que nuestros hermanos golearem nesta edição da prova por duas vezes, a última na meia-final. Neste burgo de artistas, alguns dos melhores intérpretes do mundo futebolístico vão estar este fim de tarde no majestoso Prater. Iker Casillas, El Niño, Ballack, Podolski, Lahm, Schweinsteiger, Fàbregas e Puyol fazem parte desse firmamento de estrelas. É difícil apontar um favorito entre dois conjuntos que apesar de algumas excepções individuais valem pelo colectivo. Diante da frioeza germânica implacável na hra de decidir, pode resultar a moral muito alta dos comandados da velha raposa Luís Aragonés que chegam à hora do tudo ou nada, com uma prestação irrepreensível. Ao árbitro italiano Roberto Rosetti, só se pede que passe despercebido.


sexta-feira, junho 27, 2008


O EUROPEU QUASE NO LAVAR DOS CESTOS



Aproxima-se o final de mais uma edição da prova máxima da Europa em futebol de selecções. Para trás ficaram um manancial de emoções e frustrações para uns, afirmação, dever cumprido e aprendizagem para outros.
Desde logo, o fracasso em toda a linha da Grécia, ainda campeã da Europa em título. Despachada sem conhecer um único sabor a vitória nem sequer empate, só confirmou o acidental e porque não imerecido, titulo conseguido há quatro anos em Lisboa.

Num patamar poucos degraus mais acima, ficaram os italianos ainda campeões do Mundo. Donnadoni muito contestado, não me pareceu com ovos suficientes para fazer omeletas de qualidade. Gatuso e Pirlo impedidos por razões disciplinares de jogarem nos quartos de final com a Espanha, apressaram o regresso a casa da squadra azurra. Portugal, também não escapa ao medíocre em termos de prestação desportiva. Com mais de meia equipa titular nas melhores formações de Mundo, só pode ter havido mau trabalho na preparação do colectivo.

O melhor lateral esquerdo português e titular na selecção de sub 21, joga no Roma, chama-se Antunes. Será que só quando tiver trinta anos é que vai merecer a entrada na selecção principal? Ricardo na baliza? Por amor de Deus, tal como na final de Lisboa diante dos gregos, voltou a estar ligado de forma gravosa à derrota frente à Alemanha. O dono da baliza de Espanha Ikar Casillas é guarda redes do Real Madrid campeão espanhol. O Ricardo nem titular indiscutível é no modesto Bétis de Sevilha. Como vêem há só uma pequena diferença.

Pela positiva com argumentos distintos, surgiram a Rússia duas vezes goleada pela Espanha mostrou bom futebol de ataque e dois ou três elementos de futuro promissor. A Croácia e a Turquia dois gigantes na discussão dos resultados, mentalmente muito bem preparadas protagonizaram excelentes nacos de emoção. Também pela positiva, naturalmente os finalistas a Espanha e a Alemanha. Dois estilos de jogo diferentes, prometem um excelente encerramento.