A Espanha é campeã
da Europa com todo o mérito, venceu a Alemanha por 1-0, um resultado que só peca p
or escasso. Nada a opor ao triunfo de “Nuestros Hermanos”, uma formação jovem, equilibrada, trabalhadora, com grande sentido colectivo e porque não dizê-lo com três ou quatro individualidades ao nível do melhor que há no Mundo: Casillas, Fernando Torres, Xavi Hernández ou Marcos Senna. Todos os comentadores foram unânimes em relevar o mérito espanhol, inclusive os próprios alemães, honra lhes seja feita, souberam com muito desportivismo aceitar a derrota. A escolha de Xavi Hernández como melhor jogador da prova é discutível, mas aceita-se. O brasileiro naturalizado espanhol Senna um verdadeiro muro de betão e o primeiro grande responsável pela segurança e eficácia das transições, também podia ter sido o eleito. Ou
Casillas e porque não David Villa o melhor goleador do campeonato?
Pois bem, a minha discórdia vai para a forma como foi “crucificado “ o jovem e polivalente lateral alemão Philipp Lahm. Não esteve bem no mano a mano com o El Niño no lance do golo espanhol? É verdade. Mas p
or onde andavam os centrais Metzelder e Mertesacker, esses sim dois martelos a deixarem o Lehmanne e os adeptos alemães à beira de um ataque de nervos. Lahm ataca melhor do que defende, marcou um golo e fez últimos passes de alto nível, como aconteceu diante da Turquia. Na Mannschaft esquece-se de qu
e não está a jogar no seu Bayern de Munique, onde a qualidade dos centrais é muito superior. A decisão do treinador Joachim Lo”w de tirá-lo ao intervalo não me pareceu correcta, bem pelo contrário. Numa equipa com os esquemas de jogo bem treinados, as compensações às subidas dos alas devem estar perfeitamente acauteladas. É o B…Á…B…Á do futebol.
Ainda bem que os técnicos da UEFA não embarcaram nos palpites meios avulsos de alguns comentadores. O jovem Philippe Lahm de 24 anos e apenas 1,70 natural de Munique, formado nas escolas do Bayern integra por mérito próprio a selecção ideal do Europeu.