quarta-feira, janeiro 09, 2008

DEIXEM-SE DE “ESTÓRIAS”


Quando queremos justificar insucessos, branquear situações ou incompetências, nós portugueses somos geniais a encontrar soluções ou a inventar “estórias”. O futebol, como não podia deixar de ser, serve de exemplo para tudo no melhor e no pior e neste caso, não foge à regra. Muitos esquecem-se de que para alcançar títulos, bater recordes em suma ter sucesso é preciso trabalho, sacrifício, disciplina e…vamos lá, um pouco de sorte.
Vem isto a propósito das “rábulas” que os futebolistas sul-americanos, principalmente os brasileiros apresentam aos nossos principais clubes por altura da época natalícia. Não cumprem datas, apresentam desculpas esfarrapadas para justificar os atrasos, provocam indisciplina, em suma põem de catrâmbias os balneários e os dirigentes e técnicos à beira de ataques de nervos. Neste particular, o Benfica e o Sporting tem sido nos últimos anos demasiado permissivos e condescendentes com estas situações. Em contrapartida, o grupo de trabalho do Porto é menos flexível, o que atesta de forma inequívoca um maior sentido de responsabilidade e por acréscimo uma maior disciplina e em última análise, uma liderança firme. Na mesma linha de pensamento, veio-me à ideia a forma cada vez mais anárquica e avulsa de como o dia-a-dia do grupo de trabalho é discutido na praça pública.
O caso mais recente foi protagonizado pelo brasileiro Liedson, goleador de Alvalade. Isto para não referir, as inúmeras vezes que nos últimos tempos, as equipas técnicas dois grandes emblemas da “segunda circular “ têm sido desautorizadas e postas em causa. Em contraponto, veja-se com foi tratado no Dragão, a infeliz observação de Bosingwa para o treinador Jesualdo Ferreira.
Como dizia o “mestre” Pedroto, no desporto profissional ou de alto rendimento, a indisciplina, a anarquia e os vedetismos, colocam-nos na melhor das hipóteses em primeiro no campeonato dos últimos.
Deixem-se de “estórias”… procurar desculpas nos "apitos dourados ou prateados", para justificar fracassos, é conversa fiada de quem vê fantasmas em vez de reconhecer os seus próprios erros. erros.

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