segunda-feira, março 12, 2007

OS +, E OS –, NO CHELSEA-PORTO


Desde logo pela positiva, por o comando técnico das duas equipas ser da responsabilidade de dois treinadores portugueses, caso extremamente raro em jogos da Liga dos Campeões.
Jesualdo Ferreira e José Mourinho dois técnicos de gerações diferentes, estiveram bem no que concerne à preparação e desenvolvimento táctico dos jogos da eliminatória. O somatório das duas mãos foi favorável ao emblema londrino, com a formação portuguesa a sair prestigiada e de cabeça erguida. Lisandro e Quaresma no Dragão e Helton em Stamford Bridge, podiam ter pintado outro quadro. Mas no futebol como em quase tudo, os “ses” não aquecem nem arrefecem, só servem para dar emoção às "estórias".
Também gostei de ver para além do Mourinho, Baltemar Brito, Rui Faria, Silvino Louro e André Vilas Boas no banco dos responsáveis dos azuis da cidade do Tamisa e dentro das quatro linhas, Paulo Ferreira, Hilário, Nuno Morais e o amarantino já grande senhor do futebol mundial Ricardo Carvalho. Quase se pode dizer que o Chelsea foi uma equipa mais portuguesa do que o Porto. Enfim, são novas politicas de aquisição de futebolistas, subordinadas a outros interesses económicos. Na minha perspectiva, de defensor da formação e valorização do futebolista português, foi um aspecto menos bom neste confronto Luso-Britânico que teve em José Mourinho um duplo protagonista.
Pela positiva, ao ultrapassar mais um obstáculo. Fê-lo mais uma vez com a competência e o pragmatismo que se lhe reconhece. Em sentido inverso, ao usar a esmo, o cinismo, a ironia e numa ou noutra vez, a depreciação do adversário. Ninguém lhe reconheceu essa faceta quando era um desconhecido adjunto-tradutor do mestre Robson. A forma como se referiu ao seu companheiro de profissão, o Prof. Jesualdo com muito anos de profissão e inúmeras provas de saber estar no futebol e na sociedade, raiou o vulgar. Afinal o adversário português da margem do Douro, até o ajudou a entrar na alta-roda do futebol, já ergueu o “caneco” por duas vezes, uma das quais com ele, proeza que o Chelsea ainda não conseguiu. A fama e os Euros, neste caso as Libras, afectam os neurónios de muita gente. Estou em crer que não vai acontecer com o "Zé". Possivelmente já reflectiu e por certo ouviu os conselhos experientes e sábios do “velho” Félix Mourinho que não deixou de lhe transmitir o que por cá se escreveu e disse. Afinal as vitórias e as derrotas cruzam-se a cada esquina.
Os portugueses principalmente os portistas sabem perdoar e são seus admiradores incondicionais e agora vão torcer por ele. Os grandes campeões são exemplos de humildade e desportivismo mas também têm dias menos bons.

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