OS +, E OS –, NO CHELSEA-PORTO


Desde logo pela positiva, por o comando técnico das duas equipas ser da responsabilidade de dois treinadores portugueses, caso extremamente raro em jogos da Liga dos Campeões.
Jesualdo Ferreira e José Mourinho dois técnicos de gerações diferentes, estiveram bem no que concerne à preparação e desenvolvimento táctico dos jogos da eliminatória. O somatório das duas mãos foi favorável ao emblema londrino, com a formação portuguesa a sair prestigiada e de cabeça erguida. Lisandro e Quaresma no Dragão e Helton em Stamford Bridge, podiam ter pintado outro quadro. Mas no futebol com
o em quase tudo, os “ses” não aquecem nem arrefecem, só servem para dar emoção às "estórias".Também gostei de ver para além do Mourinho, Baltemar Brito, Rui Faria, Silvino Louro e André Vilas Boas no banco dos responsáveis dos azuis da cidade do Tamisa e dentro das quatro linhas, Paulo Ferreira, Hilário, Nuno Morais e o amarantino já grande senhor do futebol mundial Ricardo Carvalho. Quase se pode dizer que o Chelsea foi uma equipa mais portuguesa do que o Porto. Enfim, são novas politicas de aquisição de futebolistas, subordinadas a outros interesses económicos. Na minha perspectiva, de defensor da formação e valorização do futebolista português, foi um aspe
cto menos bom neste confronto Luso-Britânico que teve em José Mourinho um duplo protagonista.Pela posi
tiva, ao ultrapassar mais um obstáculo. Fê-lo mais uma vez com a competência e o pragmatismo que se lhe reconhece. Em sentido inverso, ao usar a esmo, o cinismo, a ironia e numa ou noutra vez, a depreciação do adversário. Ninguém lhe reconheceu essa faceta quando era um desconhecido adjunto-tradutor do mestre Robson. A forma como se referiu ao seu companheiro de profissão, o Prof. Jesualdo com muito anos de profissão e inúmeras provas de saber estar no futebol e na sociedade, raiou o vulgar.
Afinal o adversário português da margem do Douro, até o ajudou a entrar na alta-roda do futebol, já ergueu o “caneco” por duas vezes, uma das quais com ele, proeza que o Chelsea ainda não conseguiu. A fama e os Euros, neste caso as Libras,
afectam os neurónios de muita gente. Estou em crer que não vai acontecer com o "Zé". Possivelmente já reflectiu e por certo ouviu os conselhos experientes e sábios do “velho” Félix Mourinho que não deixou de lhe transmitir o que por cá se escreveu e disse. Afinal as vitórias e as derrotas cruzam-se a cada esquina.Os portugueses principalmente os portistas sabem perdoar e são seus admiradores incondicionais e agora vão torcer por ele. Os grandes campeões são exemplos de humildade e desportivismo mas também têm dias menos bons.
Sem comentários:
Enviar um comentário