
O Porto bicampeão nacional e o Leixões de regresso ao escalão maior do futebol, deram aos populares festejos das duas grandes urbes da região do Grande Porto, redobrados motivos de alegria e animação.
Os Dragões, já têm habituado por várias vezes os seus adeptos a festejos são-joaninos anteci
pados. Este ano, têm a agradável companhia do vizinho Leixões. Curiosamente a comemorar cem anos, o histórico emblema da Cruz de
Pau com uma prestação muito profissional, competitiva e inteligente foi superior aos adversários, nomeadamente ao Guimarães e ao Rio Ave, na discussão do título da liga de honra. Melhor prenda, não podia ter recebido. Duas legiões de adeptos ímpares no amor e dedicação clubísta têm exte
riorizado apaixonadamente esse contentamento, principalmente os matosinhenses que acabam de ver concretizado um sonho que durava há quase duas décadas. Pela mão do treinador filho da terra Vítor Oliveira, "Os Ho
mens do Mar” regressam ao convívio dos "Grandes" um lugar que há muito lhes pertence. A sardinha assada, a broa e a boa pinga dos festejos do Sr. de Matosinhos este ano escorregam e assentam melhor.
Os portistas revalidaram o título que Jesualdo Ferreira alcançou pela primeira
vez e marcou o fim da carreira do guarda-redes internacional Vítor Baía. Uma vitória inesperadamente sofrida até quase metade da segunda parte do último jogo. Talvez por isso o extravasar dessas emoções tenha sido a causa principal dos confrontos inqualificáveis e algo violentos entre elementos das claques azuis e brancos.

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