Que tristeza! Não há uma única jornada dos campeonatos portugueses de futebol,
em que não surgem problemas dentro e fora dos estádios. Os casos da última ronda em Alvalade, na Luz e em Coimbra, apenas como exemplo, sobejam para aferir o descontrolo, falta de critério e incompetência de quem dirige o futebol português.
O Académica-Naval na cidade dos estudantes foi muito amarelado e avermelhado pelo árbitro internacional, Jorge de Sousa. Expulsou inclusive o técnico Nelo Vingada, que é tido como profissional correctíssimo, não é por acaso que o professor foi mandado sair do banco pela primeira vez, numa carreira nacional e internacional, que já leva muitos anos. Vi o resumo do jogo e pareceu-me haver algum desnorte na a
ctuação doa equipa de arbitragem.Na Luz e em Alvalade funcionou a dualidade de critérios e a já crónica falta de isenção da Comissão de Disciplina. No rescaldo do Sporting-Porto, aplicou e bem o já célebre processo sumaríssimo ao jogador do Porto, Ricardo Quaresma. Parece impossível como o ala azul e branco conseguiu fintar, “sem trivelas”, quatro árbitros numa div
idida perfeitamente estúpida, que podia ter sido de graves consequências para o correcto defesa do Sporting, Tonel. Também no Benfica – Marítimo, o defesa Bríguel agrediu o benfiquista Micolli e viu a sua atitude anti-desportiva, outra vez fora do olhar da equipa de arbitragem dirigida por Augusto Duarte, ser contemplada com o "sumaríssimo". Até aqui, tudo bem. Só que, os mesmos iluminados e isentos juízes, não viram com o mesmo rigor a entrada inqualificável de Petit a Marcinho. Aliás, o médio internacional encarnado, começa a ser demasiado repetente na forma como aborda os lances com os colegas de profissão.Enfim, bagunçada até dizer chega em apenas três estádios, porque no Penafiel – Boavista e em outras centenas de jogos que aconteceram por todo o País, também houve mosquitos por cordas.

Podem crer, andam muitas toupeiras a minar o futebol português. Fora de portas já todos o sabem e se calhar é por isso que para a maior festa do futebol mundial só vão por direito próprio os jogadores. Árbitros, observadores, juízes e dirigentes vão ficar de fora, que pena os treinadores e os jogadores da selecção não poderem viajar sozinhos.
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