quinta-feira, julho 06, 2006

CAIR DE PÉ.


Vitórias morais, queixas dos árbitros e … SES, - não fazem parte da minha análise a jogos de futebol, onde normal e quase sempre, ganha quem interpreta e melhor põe em prática a filosofia do jogo. Ou seja, por exemplo, quem tem mais tempo de posse de bola, nem sempre sai vencedor. Hoje, por variados motivos, principalmente pelo discurso perfeitamente incoerente, perigoso por agitar os adeptos e antipático seleccionador francês Raymond Domenech vou abrir uma excepção.
Vem isto a propósito do jogo Portugal-França, relativo às meias-finais do mundial de futebol. Figo e companhia perderam por 1-0 diante de Zidane e “ Ses Amis” numa partida em que os portugueses nunca foram inferiores, bem pelo contrário. Os últimos vinte minutos decorreram perto da baliza de Barthez e só por manifesta infelicidade o capitão português não levou o jogo pelo menos a prolongamento. Podia falar de uma grande penalidade sobre Cristiano Ronaldo, da forma habilidosa como o árbitro”inclinou” o campo para a baliza do Ricardo ao fazer vista grossa a algumas entradas gaulesas enfim. Ai FIFA,FIFA. Para a história fica o penalti bem arrancado por Henry e transformado por Zidane. Para recordar fica também, a personalidade, o desportivismo e o querer dos Tugas a quem pertenceram os melhores nacos de futebol vistos no Allianz Arena de Munique. Perante tanta cobardia futebolística dos "BLUES" do monsieur Domenech, que no jogo anterior até tinham feito gato-sapato dos campeões do Mundo, quase senti que a meia-final do Euro 2000, estava vingada.
A Itália e a França vão discutir o título. Eu escrevi neste blogg na primeira vez que os vi jogar contra o Gana, que os italianos do professor Marcello Lippi, estavam diferentes para melhor. Insuperáveis na defesa,tacticamente calculistas com sempre e agora mais rápidos e directos na abordagem à baliza adversária. Venceram a anfitriã Alemanha por 2-0, sem qualquer contestação e de doze em doze anos, lá temos a BELA ITÁLIA na final do campeonato do Mundo. Foi em 70 no México, em 82 na Espanha, em 94 nos Estados Unidos e agora na Alemanha.
Se não é tradição, chamem-lhe o que quiserem.

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