terça-feira, julho 11, 2006

MUNDIAL, NO LAVAR DOS CESTOS.


Caiu o pano sobre mais um mundial de futebol e como sempre, glória aos vencedores e honra aos vencidos. Desde logo à Itália, a passar por graves problemas internos de corrupção, fala-se na despromoção de alguns históricos do Cálcio, mesmo assim, o professor Marcello Lippi, soube conduzir os seus homens ao triunfo final. Felicitações também para a organização do evento, liderada por um grande senhor do futebol mundial Franz Beckenbauer. Como era de esperar, a máquina alemã funcionou em pleno e parece não terem existido falhas. Pelo menos, ainda não ouvi qualquer reparo.
Voltando ao aspecto desportivo, no que concerne à discussão dos lugares do pódio, a vitória italiana para mim não foi surpresa. Disse-o desde o início, que os transalpinos estavam defensivamente fortes como é normal e muito rápidos e directos nas acções ofensivas, para além de um porte atlético e condição física invejáveis. A Itália acrescenta mais uma estrela ao seu palmarés mundial.
A França, muito por culpa do seu principal responsável Raymond Domenech, acabou por ganhar a antipatia de quase todo a gente. A forma como apelidou os adversários, por exemplo os portugueses, de fiteiros, foi miserável. Este senhor com trabalho feito do futebol jovem francês, esteve mal. A França qualificou-se com dificuldades e repetiu o mau desempenho na fase de grupos. O triunfo sobre a feira de vaidades brasileira deu-lhe alguma confiança, mas no confronto com Portugal teve a sorte do jogo pelo seu lado. Pela boca morre o peixe monsieur Domenech, Robert Pires e Giully entre outros, devem estar a rir-se das suas escolhas. Se calhar, com alguma razão.
A Alemanha fez uma boa prova foi a medalha de bronze, mas acima de tudo reconquistou o público, é uma equipa jovem com um futuro muito promissor. Portugal, fez um excelente quarto lugar, no historial do futebol português, só superado pelos Magriços no Inglaterra de 1966. No regresso a selecção foi recebida em apoteose por muitos milhares de portugueses.
Para fecho deste rescaldo sobre o mundial da Alemanha, a tristeza por ver deixarem de defender o emblema dos seus países, figuras enormes do desporto-rei: - os nossos Figo e Pauleta e outros como Oliver Khan, Roberto Carlos e…Zidane. Que terá levado o grande futebolista francês a perder o controlo, agressão à cabeçada a Materazzi, na mais do que certa provocação do defesa italiano. Expulso nos minutos finais de uma carreira ímpar. O destino foi cruel de mais para "Zizou". Mesmo assim, sem culpa nenhuma, viu-se considerado o melhor jogador do Mundial. Que fair play, que critérios… Srs. da intocável FIFA? Tenham vergonha.

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