COISA FEIA
Jaime Pacheco e José Mourinho dois grandes senhores do futebol, não o foram ao protagonizaram uma feia, deselegante e desnecessária troca de agressões verbais. Quando se atinge o patamar de campeão e figura pública, é necessário, importante e pedagógico, como diz o grande humorista brasileiro Jô Soares, medir as palavras e os comportamentos. Foi o que não fizeram Mourinho e Pacheco. Auto
carro à frente da baliza, só tem um neurónio e em mau estado, doente mental, foram alguns dos “mimos” de uma conversa de chocha, imprópria de homens com responsabilidades desportivas e sociais.Conheço-os pessoalmente desde jovens. São dois homens do futebol com personalidades e percursos diferentes, mas acima de tudo excelentes seres humanos.
O de Lordelo-Paredes, com uma capacidade física, técnica e paixão pelo futebol invulgares, levaram-no a uma carreira brilhante no Porto no Sporting e na Selecção. Mais tarde como técnico, conseguiu a proeza única de conduzir o Boavista ao título nacional e a uma interessante prestação nas competições europeias.O de Setúbal, filho de Félix Mourinho, um grande Homem, simples, reservado e excelente guarda-redes internacional, desde muito cedo conviveu de perto com o futebol sem deixa de cuidar da carreira académica. Adjunto de Bobby Robson em grandes emblemas como o Sporting, o Porto, Barcelona e mais tarde de Van Gaal, adquiriu conhecimentos e experiência que o embalaram para uma carreira de sucesso nos azuis do Dragão e agora no Chelsea. Época após épo
ca, José Mourinho soma títulos e prestígio, sendo já considerado um dos treinadores mais pretendidos do Mundo. Por vezes arrogante e nem sempre coerente, o que diria se os jogadores do Porto fizessem ao Shevchenko, Drogba e companhia, o anti jogo que o Diarra e o Essien praticara sobre o Quaresma ou se o Porto jogasse o último quarto de hora em postura super defensiva como o fizeram as estrelas do mãos largas Abramovich. Também não foi feliz, ao dizer que desta vez vinha ao Dragão jogar a sério. Como diz o ditado pela boca morre o peixe e é vida difícil para os treinado
res quando a bola bate nos ferros ou os árbitros se enganam, num abrir e fechar de olhos passam de bestiais a bestas.As equipas de Pacheco não jogam bonito? Há pouca inspiração e muita transpiração? Têm muitos bombos e poucos solistas? É verdade. E a multimilionária constelação de estrelas do Londrino Chelsea é um modelo de bem jogar? Ninguém é perfeito, naturalmente que estes dois homens que por direitos próprios já figuram na história do nosso futebol também o não são.
Pela amizade e respeito que ambos me merecem, faço votos para que alguém os junte de preferência com os pés debaixo da mesa acompanhados por uma boa “pomada” da bela região de Setúbal que sentimentalmente os liga. Ah… se puderem não se esqueçam de chamar o “Faraó” Manuel José super campeão do Egipto e África. O futebol português agradece.
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