O futebol português, está muito “entretido” fora das quatro linhas. A cada jornada que passa, somos "presenteados" com um infindável por vezes patético, rol de suspeitas,
acusações e denúncias. Em suma, comportamentos de pessoas para quem a ética desportiva foi chão que deu uvas. Ganhar a qualquer preço, parece ser o único objectivo da maioria dos que dirigem os clubes . Nem a chegada de gente mais jovem feita no futebol por isso obrigados a outra visão e mentalidade, melhorou o ambiente. Bem pelo contrário. Vemos directores, até há pouco exemplares enquanto praticantes, comportarem-se como arruaceiros da pior espécie. O autor destas linhas, fala por experiência própria . Esses"senhores" directa ou indirectamente e de forma indecorosa, pactuam com acções que chegam à agressão física nos acessos aos relvados (mais conhecidos por túneis).
O ministério público já disse, ter recebido mais de uma dezena de casos relativos ao futebol, coisa impensável há bem pouco tempo. Junte-se o número de casos que se arrastam pela justiça desportiva e não só e veja-se a vergonha resultante. O fu
tebol português não sai dignificado e por certo, é alvo de chacota em todo o mundo. Esses estorvos do futebol, deviam ter respeito pelos Ronaldos, Ricardos Carvalho, Decos, Nanis e tantos outros que além fronteiras, elevam e dignificam o futebol
português.
Gente, como o treinador Manuel José. No dia em que recebeu a triste notícia do falecimento do seu pai, viu a selecção de Angola cair de forma digna diante do Ghana, uma potencia do futebol africano. A má e infeliz finalização dos Palancas Negras ditou o desfecho de uma partida, em que já se verifica muito trabalho e saber do "Velho Manel."
Voltando à ideia inicial deste apontamento, não tenham a mínima dúvida. Avizinham-se dias escaldantes nos bastidores do futebol português. Dentro das quatro linhas, os esperançados em serem escolhidos para o mundial da África do Sul, vão começar a pensar na finta larga e a “tirar o pé.”

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