sexta-feira, março 24, 2006

ACUDAM AO FUTEBOL

Pois é!... Afinal a equipa de arbitragem chefiada por Olegário Benquerença, julgou bem a jogada mais polémica do último Porto-Sporting. No lance entre Pepe e Liedson aos 27 minutos do primeiro tempo, em que foi pedida grande penalidade, o defesa portista jogou a bola com a mão fora da área. No calor do após jogo, fizeram-se acusações, criticas e foi posta em causa a seriedade de tudo e de todos. Os protestos dos dirigentes e da equipa técnica dos leões ainda não pararam, por certo baseados na opinião dos repórteres da Televisão, unânimes a concluíram que houve razões para grande penalidade. Certo é que, passadas algumas horas, a mesma Televisão após análise mais cuidada “ imagem a imagem, “ frame a frame “ deu o dito por não dito. Concordaram que afinal não houve motivo para grande penalidade, isto porque o defesa azul e branco jogou a bola com a mão, mas fora da área e então, o Sporting só ficou lesado num livre directo e num cartão amarelo que devia ter sido mostrado ao Pepe.
No rescaldo desta polémica, a arbitragem voltou a ser o elo mais fraco e a servir como quase sempre acontece, de bode expiatório para prestações e resultados desportivos menos conseguidos.
A jogada em questão, não era de julgamento fácil para qualquer dos elementos da equipa de arbitragem, de tal modo que enganou os jornalistas televisivos apesar de apoiados por várias câmaras que esmiúçam os lances até ao pormenor.
Serviu ainda este caso, para mostrar como os agentes do futebol se agridem, sem pensarem que aos poucos desacreditam e se tornam coveiros do mais belo espectáculo do Mundo. O futebol, é paixão e emoção. Feito por homens, nasceu e cresceu com as falhas de quem o pratica e os erros de quem o ajuíza. A colocação de sensores electrónicos nas linhas de baliza, pode dar uma ajuda preciosa, já que, implica a validação ou não de jogadas de golo. De resto, quando não houver lances mal interpretados pelos árbitros, penaltis falhados e “ perus “ dos garda redes, - REZEM PORQUE O FUTEBOL MORREU.

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