PELÉ / MARADONA - NÃO FAÇAM COMPARAÇÕES.
Torna-se difícil e não parece correcto, comparar ou superlativar dois futebolistas geniais de épocas
diferentes. Pelé e Maradona, aqui apresentados por ordem de entrada em c
ena nos palcos mais deslumbrantes do futebol mundial. De comum só se lhes conhecem três características: Sul-americanos, preferência pela camisola nº10 e uma relação de carinho inigualável, com a bola. De resto totalmente diferentes, até na cor da pele. Tive o privilégio, de acompanhar a carreira destes dois extraodinários futebolistas. Edson Arantes do Nascimento, está para os brasileiros como Samba ou o Carnaval. Actualmente com 66 anos, tem um palmarés desportivo impressionante, é o único futebolista que ultrapassou o milhar de golos obtidos em jogos oficiais. Foi campeão do Mundo pelo Brasil em 1958 na Suécia com apenas 17 anos, sem dúvida uma prova de maturidade e personalidade prematuras. Por mais duas vezes alcançou o titulo mundial no Chile em 62 e no México em 1970, pelo meio regista-se o momento menos pessoal e da participação brasileira na Inglaterra em 1966, em parte por culpa de Portugal e particularmente do defesa do Sporting, João Morais. Fiel ao clube
do seu coração o Santos, Pelé só em fim de carreira e já como embaixado
r mundial na promoção do futebol, defendeu outro emblema o Cosmos de Nova York. Pele, é um caso raro de futebolista que soube gerir uma carreira ao mais alto nível como futebolista, e projectá-la depois de pendurar as chuteiras. Foi ministro do desporto do governo do Brasil entre 1995 e 1998, é accionista de dezenas de empresas multinacionais e um embaixador permanente do futebol mundial.Diego Armando Maradona, a villa Fivrito em Buenos Aires viu-o nascer em 1960. Pequeno e atarracado, nos relvados proporcionava um conjunto perfeito e inigualável na forma como a sua canhota conduzia e colocava a bola. Campeão do Mundo em 1986 no México, Barcelona, Sevilha e principalmente Nápoles, conheceram de perto a classe ímpar de “ El Pibe.” Pouco exigente na escolha dos que
o rodeava
m fora dos estádios, não soube fintar o álcool a droga e a prostituição. Sujeito a diversos tratamentos de desintoxicação, aquele que foi considerado herói nacional argentino, tem passado por sucessivas crises de saúde e já conviveu de muito perto com a morte. É na forma como estes dois génios do futebol saíram do estrelato, da fama dos estádios, dos aplausos e da idolatria das multidões, para uma vida igual à do cidadão comum, que a balança se inclina para o lado de Pelé. Ainda que não pareça… MENTE SÃ EM CORPO SÃO… também se aplica no futebol.
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