Está de"regresso"o verdadeiro artista dos relvados, um dos melhores futebolistas de sempre do futebol português. J
oão Manuel Vieira Pinto, actualmente no clube de onde despontou para o futebol de alta competição. Aos trinta e quatro anos, o JVP já defendeu outros grandes emblemas como as águias, os leões e ainda muito novo, numa aventura que podia ter marcado de forma negativa e decisiva a sua carreira, o Atlético de Madrid. A camisola das quinas envergou-a em todos os escalões e pode dizer-se que é o único futebolista português, que de forma efectiva repetiu o título de Campeão do Mundo de Sub-21. O guarda-redes Brassard também o foi, mas em Riade não chegou a ser utilizado por Carlos Queiroz.
Nascido para o futebol no tripeiro e pode dizer-se portista Bairro do Falcão, só não vestiu de azul e branco, porque alguns iluminados responsáveis pelas camadas jovens do Futebol Clube do Porto, entenderam que era fisicamente frágil. Aproveitaram o Águias da Areosa e mais tarde o Boavista, o fraco olho futebolístico dos vizinhos das Antas.
Em 29 de Janeiro de 1989 o então treinador axadrezad
o Raul Águas no estádio 1º de Maio, fez saltar do banco um jovem
de dezassete anos para ajudar ao triunfo do Boavista por 2-0 sobre o Sporting de Braga. Foi o começo de uma carreira de sucesso. Primeiro no Benfica onde foi capitão e quase sempre a única referência dos encarnados, durante oito épocas.
Homem do tudo ou nada, gerador de grandes ódios ou de grandes paixões, foi empurrado do Estádio da Luz e recebido de braços abertos mais ao lado no reino dos leões. Como não podia deixar de ser, em Alvalade voltou a espalhar o perfume inebriante de um futebol de arte pura, inteligência e eficácia e a ser de novo campeão, agora de verde branco vestido.
Na temporada passada o bom filho regressou à casa e voltou a liderar e
quipa de xadrês, agora orientada por Carlos Brito.
João Pinto é um caso muito raro de futebolista que alia técnica apuradíssima, grande disponibilidade atlética, baixo centro de gravidade e por isso grande mobilidade. Para além desses predicados,possui uma garra por vezes exagerada. Lida mal com as decisões dos árbitros, os conflitos com os homens do apito são frequentes. Um deles, no decorrer do Mundial Coreia-Japão uma quase agressão ao argentino Angel Sánchez de péssima qualidade e má memória, valeu-lhe meio ano de suspensão.
A partir daí, aquele que é um dos mais internacionais do futebol português, deixou de fazer parte da Selecção. Luis Felipe Scolari é que tem os livros. Mas sinceramente, classe futebolística como a de João Pinto não há nos estádios portugueses e por esse Mundo fora vê-se pouca.
terça-feira, março 07, 2006
O PEQUENO ENORME FUTEBOLISTA
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