quarta-feira, fevereiro 22, 2006

BENFICA , DA NOITE PARA O DIA.

Tal como previa e desejava, o Benfica que hoje defrontou o Liverpool foi rigoroso tacticamente personalizado e ambicioso o golo do Luisão tem sabor a pouco. Para os adeptos estas transfigurações num espaço de tempo tão curto, são inexplicáveis. O conjunto de jogadores de encarnado que esteve em Leiria há quinze dias e em Guimarães no passado sábado, falho de colectivo, sem chama sem classe e ambição, não pode ser o mesmo que esta noite venceu de forma perfeitamente justa os Campeões Europeus. Não acredito em falta de profissionalismo e muito menos em desmotivação.
No encontro da cidade berço, estava em causa o não deixar aumentar a desvantagem para o Futebol Clube do Porto, sem dúvida o adversário número um na luta pelo título. A derrota frente aos vimaranenses deixou os encarnados a oito pontos e aumentou os níveis de confiança dos portistas para a próxima deslocação, precisamente ao Estádio da Luz. Continuo a questionar as opções do técnico Ronald koeman, contam-se pelos dedos de uma só mão as vezes em que apostou no mesmo onze inicial. Assim, é difícil conseguir automatismos por muito que sejam trabalhados durante a semana.
Voltando ao jogo com o Liverpool entendo que Petit, Beto e Manuel Fernandes dão muita marcação e força ao meio campo, mas retiram-lhe criatividade. Quando o grego Karagounis foi chamado ao jogo, a organização ofensiva encarnada melhorou. Na direita da defesa, o Nelson cria mais desequilíbrios, o Alcides não tem morfologia para lateral. O guarda-redes Moretto também me pareceu muito intranquilo De resto a partir deste jogo, penso que Koeman tem praticamente definido o onze titular. Para a visita a Anfield Road, o escasso 1-0 vai obrigar o Liverpool a subir e pode dar grandes chances de contra golpe a flanqueadores rápidos como Simão Sabrosa, Giovani, ou Laurent Robert.
Vamos aguardar e fazer votos para que não haja tremedeira e que a mística internacional do Benfica volte a estar presente na terra dos Beatles e de Sua Majestade.

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